Pessoa conversa em língua de sinais com uma mulher em videochamada no notebook, exemplo de acessibilidade na EaD

Acessibilidade na EaD: o que o Marco Regulatório exige e como revisar os seus materiais

Polyana Goes

por:

Acessibilidade na EaD: o que o Marco Regulatório exige e como revisar os seus materiais

A coordenação de EaD abre a lista de disciplinas do curso e encontra vídeos sem legenda, imagens sem descrição e textos com pouco contraste. Com o novo Marco Regulatório, cada um desses pontos ganha peso, porque o decreto incluiu a acessibilidade na EaD entre os requisitos dos materiais didáticos.

O que o Marco Regulatório exige

O Decreto nº 12.456/2025 determina que os materiais didáticos da educação a distância tenham qualidade, acessibilidade, diversidade e pluralidade de fontes, perspectivas e abordagens. O texto também pede que as instituições garantam a acessibilidade e a usabilidade dos recursos oferecidos nas plataformas digitais.

O decreto não lista recursos específicos. Na prática, a revisão costuma considerar a legendagem dos vídeos, a descrição das imagens, a audiodescrição quando o conteúdo depende do visual, o contraste entre texto e fundo e uma navegação clara.

Por que a acessibilidade na EaD pesa na participação dos estudantes

Um vídeo sem legenda deixa de fora o estudante surdo ou com deficiência auditiva, e uma imagem sem descrição não chega a quem usa leitor de tela. Os recursos de acessibilidade reduzem essas barreiras e ampliam as formas de acesso ao material, o que sustenta a participação do estudante nas atividades da disciplina.

Por que mapear antes de corrigir

Em um currículo extenso, a correção disciplina por disciplina consome o prazo antes do fim da lista. Um mapeamento prévio, feito a partir dos critérios de acessibilidade, mostra os problemas que se repetem entre as disciplinas e dimensiona o volume de correções. Com esse retrato, centenas de ajustes isolados se organizam em poucas frentes de trabalho.

Como organizar as correções

Cada frente reúne um tipo de problema: os vídeos sem legenda formam uma, as imagens sem descrição formam outra, e o mesmo vale para contraste e navegação. A equipe trata cada tipo com um fluxo próprio, no lugar de recomeçar a análise a cada disciplina. Nesse modelo, as correções em geral saem mais rápidas e com menor custo.

Comece pelos materiais que mais pesam

Um bom ponto de partida são as disciplinas com mais estudantes matriculados e os recursos mais presentes no curso, como as videoaulas, porque nelas a correção alcança mais estudantes em menos tempo.

A Designa desenvolve projetos de design instrucional que consideram a acessibilidade dos materiais, com recursos como legendagem, descrição de imagens, audiodescrição, contraste e navegação. Se a sua instituição tem um desafio de aprendizagem, fale com a Designa.