Em 2024, o INSS concedeu 472.328 afastamentos por transtornos mentais, contra 283.471 no ano anterior — um aumento de 68% e o maior número em dez anos, segundo o Ministério da Previdência Social. O ambiente de trabalho está no centro dessa conta, e a fiscalização agora cobra das empresas o controle dos fatores que levam a esse adoecimento.
A área de recursos humanos mapeou os fatores de risco psicossocial, descreveu cada um no PGR e considerou o assunto encerrado. Quando o auditor-fiscal do trabalho aparece para uma fiscalização, a cobrança vai além do documento: identificar a sobrecarga, o assédio ou a gestão abusiva é apenas o começo do que a norma exige. A NR1 pede medidas de controle sobre esses fatores, e o treinamento das lideranças é uma das principais, porque a forma como cada gestor conduz a equipe está no centro do que gera ou previne esse risco.
O QUE A NR1 EXIGE AGORA
A atualização da Norma Regulamentadora nº 1, publicada pela Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024, incluiu os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais e no Programa de Gerenciamento de Riscos. A partir dessa mudança, condições como carga de trabalho excessiva, metas inalcançáveis, conflito de papéis e assédio entram no mesmo nível dos riscos físicos, químicos e ergonômicos.
A nova redação entrou em vigor em 26 de maio de 2026. Para as novas exigências, o MTE prevê inicialmente uma atuação orientativa, mas isso não significa que as empresas possam adiar a adequação: após o período inicial, o descumprimento poderá resultar em medidas administrativas, conforme a situação verificada pela fiscalização.
Mapear → avaliar → definir medidas → capacitar → aplicar → acompanhar
Ter os riscos descritos no PGR cumpre só a primeira etapa. A partir dali, a norma exige um plano de ação com medidas preventivas, responsáveis e prazos, além do monitoramento contínuo da eficácia dessas medidas. Programas de bem-estar e encontros de conscientização têm valor e ajudam a abrir a conversa dentro da empresa, mas não substituem a avaliação de risco nem as ações estruturadas que a fiscalização espera encontrar.
Entre essas ações, a capacitação ocupa um lugar central por um motivo prático. A liderança é, ao mesmo tempo, uma fonte de risco psicossocial, quando conduz equipes de forma inadequada, e o principal mecanismo de controle, quando reconhece sinais de sobrecarga e adoecimento e age a tempo. Uma empresa que treina seus gestores para essa leitura transforma a exigência legal em uma prática que protege as pessoas e sustenta a operação.
ONDE O TREINAMENTO SOBRE RISCOS PSICOSSOCIAIS ENTRA
Reconhecer um fator de risco psicossocial e conduzir uma equipe sem gerar esse risco são competências que se desenvolvem. Um gestor precisa entender o que a norma considera risco, identificar os sinais na rotina e saber como responder dentro do plano de ação que a empresa definiu. O colaborador precisa reconhecer os canais de escuta e compreender os próprios direitos. Nenhum desses pontos se resolve com um comunicado interno ou um único encontro.
O que a norma pede é um projeto de capacitação com objetivo claro, conteúdo ancorado na NR1 e formato que sustente o aprendizado ao longo do tempo, com registro que comprove a realização diante da fiscalização. A diferença entre cumprir a norma no papel e cumpri-la na prática está na qualidade dessa formação, porque um treinamento genérico rende um certificado para o arquivo, enquanto uma formação bem construída muda a forma como o gestor percebe e conduz a equipe.
Por que falar de riscos psicossociais agora?
Em 2026, o próprio Ministério do Trabalho e Emprego colocou a prevenção dos riscos psicossociais como foco da CANPAT, acompanhando a entrada em vigor das mudanças da NR1.
COMO A DESIGNA DESENVOLVE ESSA CAPACITAÇÃO
A Designa não parte de um curso pronto. Parte da cultura organizacional da sua empresa.
Antes de definir formato, conteúdo ou tecnologia, a Designa entende:
1. Quem precisa ser capacitado
Lideranças, RH, equipes operacionais ou diferentes públicos?
2. Quais comportamentos precisam mudar
Reconhecer sinais? Saber agir? Conhecer canais ou ferramentas ? Prevenir situações de risco?
3. Qual conteúdo precisa ser transformado em aprendizagem
Documentos técnicos, políticas internas, procedimentos e orientações da empresa.
4. Qual experiência faz sentido para aquele público
Curso, trilha, microlearning, vídeo, simulação, conteúdo interativo ou combinação desses formatos.
5. Como sustentar o aprendizado
Avaliação, reforço, acompanhamento e evidências da realização.
No caso da NR1, isso significa transformar a exigência legal em uma formação que os colaboradores reconhecem como parte da própria rotina, com a estrutura didática certa para cada perfil de liderança e cada nível de equipe. Assim, a conformidade sai do arquivo e aparece no dia a dia da operação: o gestor reconhece os sinais de sobrecarga na equipe, responde dentro do plano de ação e mantém a empresa preparada para a fiscalização.
Sua empresa já mapeou os riscos psicossociais e agora precisa transformar esse diagnóstico em capacitação?
A Designa pode estruturar uma experiência de aprendizagem digital sob medida para diferentes públicos, transformando conteúdos técnicos da NR1 em treinamentos, trilhas, vídeos, microlearning e recursos interativos.




